Construção empregou 2,5 mi em 2024 com média de 2,1 salários

Redação VaiVolta12 de junho de 20263 min de leitura
Construção empregou 2,5 mi em 2024 com média de 2,1 salários

A construção civil empregou 2,5 milhões de pessoas e pagou média de 2,1 salários mínimos em 2024, consolidando o setor como uma das maiores empregadoras do Brasil. Os dados, divulgados por agências oficiais e entidades do mercado imobiliário, revelam que a indústria gerou R$ 522,5 bilhões em movimentação econômica no período, reforçando sua importância estratégica para o emprego nacional.

O resultado reflete a retomada do setor após anos de instabilidade. Desde 2023, a construção vem acelerando — impulsionada por programas de financiamento habitacional, retomada de obras públicas e investimentos privados em infraestrutura. A geração de postos de trabalho acompanha esse movimento, com destaque para contratações em obras residenciais, comerciais e de engenharia civil.

Números que consolidam a construção como pilar do emprego

O contingente de 2,5 milhões de trabalhadores coloca a construção civil entre os setores que mais empregam no país. Para comparação, a indústria de transformação emprega volume semelhante, enquanto o varejo e serviços somam maiores números. A particularidade da construção reside em sua capacidade de absorver mão de obra com diferentes níveis de qualificação — do servente ao engenheiro.

A remuneração média de 2,1 salários mínimos (aproximadamente R$ 2.750 com o piso de 2024) situa-se acima de setores como comércio e serviços domésticos, mas aquém de indústrias intensivas em tecnologia. Segundo especialistas consultados pelo setor, o piso salarial reflete oferta e demanda local — regiões com obra pública concentrada (como interior de São Paulo e Minas Gerais) tendem a oferecer patamares superiores à média nacional.

Construção empregou 2,5 mi em 2024 com média de 2,1 salários

O que muda na prática para quem trabalha ou contrata

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Se você é empreiteiro ou gerencia equipes de obra, esses números sinalizam mercado aquecido — mas com pressão por formalização. Bancos financiadores de projetos residenciais exigem cada vez mais documentação de conformidade salarial. Construtoras de médio e grande porte já sentem o aperto nas margens.

Para profissionais da execução (pedreiros, encanadores, eletricistas), a demanda de 2,5 milhões de postos mantém a negociação salarial em equilíbrio. Reajustes costumam acompanhar o INPC, mas defasam quando comparados ao custo real de deslocamento e ferramentas — realidade que os trabalhadores enfrentam mês a mês ao orçar passagem e EPI.

Na ponta dos investimentos públicos, municípios e estados têm ampliado licitações em habitação social (Minha Casa Minha Vida ampliado). Essas obras absorvem trabalho de menor especialização, o que explica parte do volume agregado. Porém, a sazonalidade marca presença: picos em períodos de seca (melhor clima para construção) e quedas no inverno.

Perspectivas para 2026 e além

Projeções do setor indicam continuidade de crescimento moderado — entre 3% e 4% ao ano — condicionado à estabilidade das taxas de juros e à manutenção de programas habitacionais. O Banco Central e o governo federal sinalizaram compromisso com MCMV, o que sugere fluxo contínuo de demanda por mão de obra nos próximos 12 a 18 meses.

Tecnologia (drones, BIM, prefabricação) começa a reconfigurar perfis profissionais. Ainda que não reduza números no curto prazo, modifica a composição do emprego — menos serventes em tarefas repetitivas, mais operadores de equipamento especializado. Organizações como CBIC e sindicatos de trabalhadores discutem formação profissional para essa transição.

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