Relatório de dados · Preços da construção (IPCA)
Conta de luz dispara 9,4% em um ano e lidera alta de preços entre os itens da construção civil, mostra IPCA
Fonte: VaiVolta, com base em dados públicos do IPCA/IBGE (fevereiro de 2026).

A energia elétrica residencial subiu +9,4% em 12 meses até fevereiro de 2026 — a maior alta entre os 16 itens do IPCA ligados à construção e à moradia que acompanhamos. É quase 24 vezes a variação do revestimento de piso e parede, o item que menos subiu no período (+0,4%). O levantamento a seguir separa material de construção físico, mão de obra e custo de morar, porque cada grupo tem uma dinâmica de preço diferente.

Por que comparar energia com material de construção? São tipos de custo diferentes — energia é tarifa de serviço público, cimento é preço de commodity —, mas os dois pesam no bolso de quem constrói ou mora. A comparação mostra onde a pressão de custo está concentrada agora, mesmo vindo de causas distintas.
Material de construção
Preço de commodity — cimento, tijolo, tinta e demais itens físicos da obra.
| Item | 12 meses | No mês |
|---|---|---|
| Cimento | +8,3% | +1,4% |
| Tijolo | +7,8% | -0,4% |
| Tinta | +4,4% | -0,7% |
| Areia | +3,4% | 0,0% |
| Material hidráulico | +3,3% | +0,4% |
| Madeira e taco | +1,8% | +0,8% |
| Material de eletricidade | +1,7% | -0,1% |
| Telha | +1,4% | +0,6% |
| Vidro | +1,0% | -0,4% |
| Revestimento de piso e parede | +0,4% | 0,0% |
Mão de obra e reparos
Custo de serviço de execução.
| Item | 12 meses | No mês |
|---|---|---|
| Mão de obra | +7,8% | +0,7% |
| Reparos | +5,1% | +0,2% |
Custo de morar
Tarifa e aluguel — não é material de obra, mas pesa no orçamento de quem já mora na casa.
| Item | 12 meses | No mês |
|---|---|---|
| Energia elétrica residencial | +9,4% | +0,3% |
| Habitação (grupo) | +5,7% | +0,3% |
| Aluguel residencial | +4,8% | +0,3% |
| Condomínio | +3,7% | +0,3% |
Como fizemos esse levantamento
Os números vêm do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE, lidos via basedosdados.org/BigQuery.
O mês de referência é fevereiro de 2026 — o mais recente disponível no conjunto público no momento da consulta. O IPCA tem defasagem normal de divulgação, então "mais recente disponível" nem sempre é o mês corrente.
Dividimos os 16 itens em três grupos porque eles não são a mesma coisa: material de construção físico (cimento, tijolo, tinta...) tem preço de commodity; energia residencial, aluguel e condomínio são tarifa e serviço, com reajuste próprio (bandeira tarifária, contrato de aluguel); mão de obra e reparos são serviço de execução. Comparar os três grupos entre si é válido — todos pesam no bolso de quem constrói ou mora —, mas a origem da alta em cada um é diferente.
A tabela pública do IPCA por categoria só tem o total Brasil nesse recorte; não publicamos variação por estado ou região nesta edição.
Este índice mede variação de preço, não o valor em reais pago por ninguém — não convertemos a variação percentual em "quanto a mais custou construir" porque isso depende do orçamento de cada obra e sairia como estimativa, não como dado.
Consultamos esses dados em 27 de setembro de 2026.
Como citar este dado
Fonte: VaiVolta, com base em dados públicos do IPCA/IBGE (fevereiro de 2026). Livre para citar com atribuição e link para https://vaivolta.com.br/imprensa/relatorio-ipca-energia-construcao-2026.